Through the Maelstrom 2.2 (Final Fantasy XIV), da Square Enix

Apesar de ser unânime entre a comunidade do Final Fantasy XIV que a história entre o final do 2.0 e o início da primeira expansão (ou seja, estamos falando dos patches 2.1 até o 2.5) serem muito ruins, eu tive o privilégio de jogá-los e me divertir bastante. É claro que a história não é boa e nem bem contada, até porque este é um momento específico da vida do FFXIV em que acontecem:

  1. Ajustes do A Realm Reborn;
  2. Em paralelo, criar a primeira expansão, a Heavesnward;
  3. Amarrar a história do 2.0 com o 3.0, colocando elementos relevantes de narração e gameplay.

E é nesse contexto que comento o que eu achei do Patch 2.2: Through the Maelstrom.

Por que eu fui jogar Through the Maelstrom (patch 2.2)?

O patch 2.2, Thorugh the Maelstrom, começa logo quando o patch anterior termina. Eu aproveitei o intervalo da história principal entre um patch e outro para evoluir alguns jobs, melhorar a rotação dos ataques deles, evoluir crafters e gatherers e também algumas beast tribes.

Este patch, jogando agora em 2021, me pareceu bem fraco em termos de história (que é o maior motivo pelo qual eu jogo um RPG). Muita coisa do que aconteceu neste patch não é algo exclusivo ou pontual, mas sim uma preparação para os próximos momentos, uma história maior, por isso a sensação de que “ele acrescenta pouco”. Vou falar 3 três grandes momentos da história e, no final, um Raid que fez meu coração pular de moção.

História do Through the Maelstrom

  • O primal Leviathan deu um susto no pessoal

A parte mais importante do patch é a batalha contra o Leviathan, e eu digo isso porque este é a única história cujo ciclo se inicia e se finda no próprio patch, as outras abrem para histórias mais amplas. Achei a história da evocação do Leviathan bem genérica: a beast tribe Sahagin se revoltou e evocou o Leviathan, e para derrotá-lo o pessoal de Limsa Lominsa teve que improvisar uma plataforma gigante em alto mar em cima de dois barcos colados, cheios de cristais, para minimizar o poder do Primal e você poder derrotá-lo.

Claro, a parte que eu mais gostei foi o aprendizado da imortalidade entre os Sahagin para sumonarem o primal. Ali eles tiveram uma noção de como os Ascians funcionam em sua “vida eterna”, já que nunca são mortos. Não explicam como as coisas funcionam, mas foi a primeira vez que eu vi a Minfilia em campo de batalha (mesmo que não combatendo, mas ela estava lá) e a preocupação de todos os Scions com ela. Gostei deste arco, mas achei ele genérico.

A trilha sonora, claro, não deixou a desejar. Confira você mesmo:

O som é brabo e o cenário fica balançando com o alto mar. TENSO!

  • Um grupo de refugiados chegam em Eorzea, os Domas.

Em navios, eles chegam fugindo de sua terra natal invadida pelo império. No jogo, seria “mais uma história de povo sem pátria ou pais”, mas comecei a reparar que estavam dando destaque demais a eles, principalmente pela líder deles, a Yugiri. Os Scions realmente fizeram um esforço para os Domas serem aceitos em alguma das grandes cidades-estado de Eorzea, mas não conseguiram, e foram todos alocados em Mor Dhona para trabalhos tanto braçais como de escolta e combate.

A cena de discussão política entre os líderes para aceitarem ou não os Domas foi realmente grande e intensa, gostei demais.

A princípio era para o arco de fechar aí, já que foram incorporados à sociedade de Eorzea, e também a história acaba aí. A questão é que Yugiri é leal aos Scions e participa de decisões estratégias e de combate (como na batalha contra Leviathan), além de colocar personalidades importantes do seu povo dentro do Rising Stones.

Como podem perceber, esta é uma história que só começou agora no patch 2.2 e que provavelmente vai crescer muito mais nos próximos patches e expansões, mas a sensação dentro do jogo é de algo incompleto… Por exemplo, “para que tudo isso?”, não é explicado no jogo nem é deixado um spoiler dos próximos capítulos. Eles entram e ‘tudo bem’. E cara… Não é bem assim. rs

  • Atritos políticos em Ul’dah

Uma parte da história que é bem chata é a parte de política de Uldah, que vai envolver decisões estratégias e de poder. Veja bem, eu não estou reclamando do conteúdo, eu acho essa parte de imersão no sistema político do jogo algo incrível (e eu adoro imersões em jogos) para mostrar a complexidade das relações humanas e interesses políticos e pessoais de cada personagem, mas a forma como é conduzido é muito lento e sem graça.

Por exemplo, eles discutem coisas aleatórias e você percebe que a Nanamo não tem real poder administrativo em Ul’dah.

Um papo muito sério sobre decisões estratégicas e políticas, além de você conhecer os Monetarists, que é quem realmente manda em Eorzea (a galera que tem grana).

E é isso.

É um arco que começa aleatoriamente, faz você perceber esses trâmites políticos e a falta de apoio da Nanamo, e nada acontece. E parece que vai acontecer, mas pelo menos neste patch nada acontece. E é por isso que as pessoas odeiam a “história arrastada dos patches entre o ARR e o HW”, porque ela é bem ruim mesmo, principalmente no 2.2…

The Binding Coil of Bahamut

The Binding Coil oh Bahamut é uma raid de 13 turnos para ser realizada por 8 pessoas ao mesmo tempo. Por que eu estou falando dela agora? Porque durante a minha jogatina pelo patch 2.2 eu tive a oportunidade de me reunir com amigos que me ajudaram a descer os 13 níveis e enfrentar chefes absurdamente dificílimos. E, acreditem, foi uma experiência incrível. Não apenas pelo desafio em si, mas também pela história, por estar jogando com pessoas que falam em português (e por áudio) e, principalmente, pela homenagem que presta aos jogadores do 1.0 e o “apocalipse” que destruiu o jogo, dando origem ao 2.0.

Nesta Raid, a Alisaie (a gêmea irmã do Alphinaud) quer desvendar o segredo do que realmente aconteceu no dia da Batalha de Cartenuau em que seu avô se sacrificou com a ajuda dos Twelve para salvar o bundo do Bahamut, já que ninguém se lembra ou mesmo ninguém sabe. A ideia é descer os 13 níveis da Raid e ir descobrindo o segredo aos poucos.

Artwork oficial do da Raid, tamanha a importância dela!

A cada nível, percebe-se a necessidade de estratégias distintas para se passar e avançar. Mas depois do nível 5, a grande surpresa. Você encontra o Bahamut. Sim, literalmente o primal que destruiu o mundo, além em formação:

O bicho é muito grande mesmo!

A emoção de vê-lo é imensa, pois ele é muito grande e o momento faz você até se assustar e se arrepiar. O monstro que destruiu tudo, que é até o momento a entidade mais poderosa daquele jogo, está ali, em formação novamente, na sua frente. É apenas uma pequeníssima fração do que ele foi realmente, e ainda sim é impactante.

E, para ser ainda mais impactante, duas personalidades importantíssimas aparecem dentro do Coil: Louisoix e Nael van Darnus.

  • A surpresa e o medo de ter visto a Nael van Darnus viva
  • A minha emoção de ver a Nael van Darnus foi instantânea, principalmente para alguém que teve o contato com a versão 1.0 do jogo. Ela, que antigamente era chamada também de White Raven, foi literalmente o último chefe do modo história do 1.0. Ela foi a responsável por evocar o Dalamud e destruir Eorzea por completo.

    Mais emoção ainda foi perceber que teríamos que batalhar com ela. Por sorte estava jogando com amigos, então eles sabiam das mecânicas de vencer a batalha. Esta foi a primeira vez que estive em contato com uma batalha realmente difícil dentro do jogo, em que meus amigos gastaram uns 15 minutos montando a arena (colocando marcadores de posicionamento) e explicando a mecânica. E a batalha contra White Raven foi realmente difícil, já que toda hora a gente se comunicava o tempo todo dizendo que estava fazendo e para onde estava indo. Imagina fazer essa batalha com pessoas desconhecidas como é em roletas comuns? Mesmo sabendo de todas as mecânicas, ainda sim é muito difícil para sincronizar os golpes, os desvios de ataques e os posicionamentos. Foi uma batalha que me impactou muito, ainda mais por ter a chance de derrotá-la novamente, de uma vez por todas!

    A cena seguinte mostra o que realmente aconteceu no final do 1.0.

    [SPOILERS]

    Arrepiante, né? Eu sei!

  • Toda a trilha sonora do Coil of Bahamut é uma referência à Answers
  • Algo muito curioso na trilha sonora de toda a raid é que as músicas fazem referência à Answers, que é a abertura do jogo mostrando a transição do 1.0 para o 2.0. Vale muito a pena conferir as músicas. Fiz uma playlist no Youtube abaixo com a sequência das músicas para vocês conferirem.

  • Enfrentar o próprio Bahamut… Que emoção!
  • O ápice da raid é, no final, enfrentar o próprio elder Primal Bahamut. Claro, não é a versão completa dele, apenas o fragmento que estava se desenvolvendo na Coil, e é por isso que é possível derrotá-lo, garantindo a paz novamente e a eliminação de uma vez por todas de uma possível volta.

    Foto tirada por um dos amigos momentos antes de entrarmos na batalha final!

    Pode parecer clichê, mas só quem passa por essa batalha, mesmo depois de ver vivenciado o fim do 1.0, sabe da emoção!

     

    • Dificuldade exageradamente grande, até para os dias de hoje

     

    O único problema dessa raid, na minha opinião, é a dificuldade. É claro que é um conteúdo endgame, que precisa ser realmente desafiador, então a dificuldade é alta, mas a raid inteira é TÃO DIFÍCIL que ela nem entra para as roletas de Raids com todas as outras do jogo. Ela fica de fora, sendo um conteúdo exclusivo e pouco acessado pelas pessoas (normalmente só uma vez, quando elas vão fazer pela primeira e única vez).


    Como disse anteriormente, esse patch introduziu muitas coisas no jogo base que antes não tinha, mas a sensação que tive quando joguei em 2021 foi de algo bastante cansativo. Que bom que a raid Binding Coil of Bahamut me deu um ânimo para continuar empolgado e a promessa de futuros patch também.

    Ansioso para o próximo patch!

    Um comentário em “Through the Maelstrom 2.2 (Final Fantasy XIV), da Square Enix

    Deixe seu comentário e participe da discussão!

    Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

    Logotipo do WordPress.com

    Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair /  Alterar )

    Foto do Google

    Você está comentando utilizando sua conta Google. Sair /  Alterar )

    Imagem do Twitter

    Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair /  Alterar )

    Foto do Facebook

    Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair /  Alterar )

    Conectando a %s