Defenders of Eorzea 2.3 (Final Fantasy XIV), da Square Enix

Por este ser um patch do Final Fantasy XIV que é justamente intermediário (entre os 2.1 e 22 e também entre o 2.4 e 2.5), eu considero este o mais fraco até agora. O que dá para perceber é que ele está amarrando:

  1. Tudo que aconteceu no A Realm Reborn;
  2. As reviravoltas dos patches, além das atualizações do jogo em si;
  3. Preparando o terreno para o futuro.

E aqui vai a minha opinião a respeito do terceiro patch do A Realm Reborn: Defenders of Eorzea.

Por que eu fui jogar Defenders of Eorzea (patch 2.3)?

O patch 2.3, Defenders of Eorzea, começa logo quando o patch anterior termina. Eu aproveitei que este patch é fraco e evoluí os crafters e gatherers, que são profissões secundárias e de suporte (portanto, não entram em batalha).

5 coisas aconteceram na história que vale a pena mencionar já que merecem destaque. Mas veja bem, são elementos bem pontuais e que no geral ainda deixam a sensação de que uma história arrastada. E vamos a elas.

História do Defenders of Eorzea

  • Questões políticas continuam com novos refugiados

Neste patch eles ainda insistem em questões políticas de forma muito cansativa. Pelo visto tentaram enfatizar o esforço que fizeram para abrigar o pessoal de Doma e como não conseguiriam absorver outras equipes.

Aquelas missões principais do jogo que são mais inúteis que as secundárias…

Eles tentaram criar uma cena ali de compaixão com os refugiados que não conseguiriam ser absorvidos em Ul’Dah para não aumentar a pobreza da cidade, mas como não ouve nenhum envolvimento emocional ou mesmo prejuízo para algum personagem relevante, eu não fiz questão nenhuma de me importar.

  • Ramuh é o primal deste patch

Ramuh foi anunciado no jogo base (o ARR), mas ele não foi provocado como os outros Primals. Neste, ele finalmente dá as caras e aparece. O que me deixou um pouco incomodado é que ele é pacífico e a justificativa para a luta é para ‘testar’ o jogador? Meio sem sentido esses riscos de vida a toa. Ou eu que estou sendo exigente demais para um MMO?

Mas vejo também que ele testa o jogador (não o personagem, mas a gente mesmo), porque é a primeira batalha de um Primal que exige algumas mecânicas em conjunto com as roles de cada jogador para dar tudo certo na batalha e vencê-la.

O bicho é brabo e também difícil!

Algo precioso a se notar é que a trilha sonora da batalha é incrível. Em termos de gameplay não é a minha batalha favorita, mas os efeitos especiais com a trilha sonora ficam muito bons. Confira:

Sim, a letra e melodia são lindas!

  • Elogio do personagem inspirar e salvar todo mundo

É um detalhe bem simples, bem bobo, mas que me pegou em uma missão. Na metade do Patch, a Minfilia agradece ao protagonista por tudo que fez e está fazendo para salvar o mundo, e também por servir de inspiração a outras pessoas (tanto NPCs quanto outros jogadores).

Podem falar o que quiser, eu gosto da Minfilia como líder dos Scions!

Eu só achei uma situação engraçada, porque é a primeira vez que isso aconteceu. E ela agradece gratuitamente, sem pedir nada em troca. Ela elogia, o personagem balança a cabeça e pronto. Fico pensando no contexto para ter existido esta cena. Acho que colocaram para ‘agradecer o jogador’ por ter jogado até lá (pensando na época que foi lançado e também por ter sobrevivido ao lançamento do 1.x), mantido o jogo vivo, esse feedback gratuito ao jogador.

Mas eu gostei, não leve a mal!

  • Explicação de quem são os Ascians na missao “Little Gods Are Made Of”

Uma outra quest que me chamou a atenção foi a “Little Gods Are Made Of”, em que todos os Scions se reúnem no Rising Stones para aprender sobre os Acians. Eu achei essa quest, além de explanatória, bastante fofinnha, por dois motivos: 1) os Scions estão reunidos para discutir e aprender algo, todo mundo junto, e 2) o jogo quebra a quarta parede para o Urianger e a Minfilia explicarem a origem dos Ascians.

Como li por aí, “que bom que os Scions têm um PPT para explicar sobre os Ascians”, hahaha

Esta explicação foi muito boa porque esta foi a primeira vez que finalmente definiram quem é o inimigo. Ainda há muitos mistérios, claro, mas até então tudo sobre os Ascians eram informações nebulosas e desconexas. Eles nunca falam nada de concreto, então esta é a primeira vez que o pessoal sentou e falou a respeito deles.

  • Criação da Company Crystal Braves

Se tem uma coisa que eu gostei neste patch foi a criação do Crystal Braves, uma Free Company independente em parceria aos Scions sob a gestão do Alphinaud. Como estavam exigindo os Scions para muitas questões pontuais (tipo as questões políticas de refugiados que mencionei acima), os Crystal Braves foram criados para cuidar das questões sem fins políticos e também para deixar os Scions livres para cuidar dos Primals e dos Ascians.

Eu queria ser um integrante da Crystal Braves!

Eu queria muito que eu pudesse sair da Grand Company que escolhi e ingressar na Crystal Braves. E ela seguiria como uma sidequest constante com situações casuais que surgiriam ao longo das MSQs que os Scions recebiam. Mas não, eles tem as missões deles e o protagonista agora é integrante total dos Scions. Parece que neste momento, o jogo separou as ‘enrolações da história’ para os Crystal Braves enquanto o protagonista segue no mais importante.

Crafters, as classes de artesão

Além das classes de combate que citei no post do Patch 2.1, A Realm Awoken, o jogo conta também com classes de artesão e de coleta. Estas são classes de suporte, que não entram em batalhas e nem participam da história principal, mas possuem várias quests de história de criação de itens e de coleta.

Um ponto fraco para mim neste caso é que todas as classes de artesão são parecidas. O que muda, na real, é apenas o tipo de item que cada uma cria. Mas em termos de gameplay e até das listas de itens e como obter as matérias-primas e como fazer os itens… É tudo igual.

  • Carpenter
Recebendo a aprovação do mestre.

Carpenter faz armas e equipamentos que envolvam madeira. A Story Quest desta classe é bem legal porque mostra você a serviço da Grand Company criando armas e escudos e se envolve em uma amizade do Beatin, responsável pelos carpinteiros, com um arqueiro. E a questão da arma é um laço de amizade. É legal eles darem propósito para a refação de tanta arma.

  • Blacksmith
Brithael, o líder, é tão de boa que ele é até parece um personagem genérico.

O criador de armas de ferro e outros metais. O líder da guilda, Brithael, é o mais tranquilo e humilde de todos os outros. E a quest está em fazer armas para pessoas que contratam o serviço até virar compra de armas para proteger pessoas que amam. No final, tudo dá certo.

  • Armorer
Eu gosto como a H'naanza leva muito a sério o trabalho dela.

Armorer cuida de armaduras e outras proteções. A Guild fica literalmente do lado da Guild do Blacksmith, e a história é que antes eram juntos, mas se separaram por diferentes focos comerciais. E a história é uma competição da H’naanza com Blanstyr sobre a qualidade dos itens produzidos pela Guild a serviço da cidade e demanda dos cidadãos.

  • Goldsmith
É legal ver muita gente trabalhando na Guild.

Nesta guilda, focada em jóias e acessórios, é a profissão que mais tem itens para criar em decorrência das pedras preciosas existentes no jogo. A líder, a Serendipity, é uma fofa e eu fico chocado como uma pessoa tão nova já assume uma guilda dessas. E a história é uma das minhas favoritas, com o Gigi tentando proteger e salvar a Serendipity de salafrões. Gostei demais.

  • Leatherworker
Geva não fez nada de errado!

O que eu mais gostei da questline do Leatherworker é da Geva e da história. Ela presa muito pela qualidade dos produtos produzidos pela guilda, até de forma autoritária. E a história é de justamente existir um falsificador de produtos se passando pela guilda e o seu objetivo é produzir produtos de alta qualidade enquanto desmascara o farsante.

  • Weaver
Imagina como deve ser difícil na vida real?

Além do líder da Guilda, o Martyn, ser bem estiloso, eu adorei as missões de história, em que uma Lalafell fica pedindo várias roupas estilosas para conquistar uma menina rica, mas no final é a atitude dele de salvá-la de um casamento arranjado que a conquista.

  • Alchemist
Fico pensando no cheiro que é a sala da guilda dos alquimistas…

Em termos de jobs de artesãos, o Alquimista é para mim a job menos interessante porque eu nunca fui muito afim de itens, então ela é a que menos considero. Porém, é a que tem a melhor história, além de muito macabra. O líder da Guilda, Severian, quer criar a pedra filosofal para ressuscitar um antigo amor falecido. De fato ele chega a criá-la e usá-la no corpo da amada, mas ela acorda, diz que o ama e pede para ele seguir em frente, perdendo a vida logo em seguida.

  • Culinarian
Essa guilda deve SIM ter um cheiro bom!

Esta é a job de artesão que mais gosto. Primeiro, que os cozinheiros têm o prestígio de estar trabalhando no Bismark, um restaurante num deck com uma vista privilegiada em Limsa Lominsa. Segundo, que o objetivo da história principal é servir a pessoas importantes os melhores pratos, ou mesmo fazê-las experimentar coisas diferentes. E terceiro, que fazer comida é legal pois os ingredientes são plantas ou peixes ou pré-alimentos. Então a matéria-prima desta job é diferente das outras.

Gatherers, as classes de coleta

Estas são, de longe, as minhas classes favoritas do jogo que não são de combate. Os coletores colhem matérias-primas dos próprio cenário para fomento das classes de artesão. Para muitos jogadores este é um trabalho muito entediante, mas para mim é o oposto: é gratificante.

O que eu mais gosto da classe de coletores é a imersão que dá no jogo, nos cenários. Você explora vegetações, rios, oceanos e também solos e pedregulhos atrás dos itens. Os cenários deixam de ser apenas ‘skins’ e passam a ter mais vida, mais propósito. E assim cada cenário se torna único, e a imersão é maior ainda.

  • Miner
As missões de minerador consistem em pegar grandes quantidades de itens.

O minerador explora as pedras. O chão, os rochedos, as cavernas. O estudo geológico de onde-encontrar-cada-pedra dá a imersão de entender como foi a formação de Eorzea. É uma imersão bem legal.

O modo história é fascinante, porque ele compensa, facilmente, os objetivos de coletar centenas de itens de forma cansativa. Há uma disputa de mineradores e um deles, com quem o jogador compete, está sendo pressionado pelo pai. Este minerador é um dos melhores da guilda, mas ele espana, fica doente e, no final das contas, o pai precisa diminuir a cobrança e os sonhos de minerador espelhados no filho.

  • Botanist
Eu também fico feliz assim quando sou botânico!

O botânico explora toda a vegetação disponível em Eorzea. Desde todos os tipos de árvores a arbustos. E também é possível fazer plantações nas casas, cultivando flores e frutos.

O mais legal do modo história é o respeito que a guilda sempre foca na natureza. Se extrai dela, mas se devolve depois (reflorestamento, equilíbrio de aether, etc). A líder da guilda, a Fufucha, começa a se questionar se realmente vale a pena oferecer insumos botânicos para que soldados perpetuem conflitos e violência, e até ameaça sair da guilda, mas tudo dá certo depois.

  • Fisher
Pescar em alto mar = TUDO PRA MIM

Eu particularmente já gostou muito de pescar na vida real, e eu sempre gostei muito de pescar em jogos. Se tem este minigame, lá estou eu investindo tempo para conseguir tudo disponível. E o Pescador do FFXIV tem muita coisa para fazer. Mapas para completar com pontos de pesca, catálogo de peixes com histórias e descrições e uma série de minigames.

O modo história é hilário pois “é história de pescador”. No começo você apenas faz entregas para demandas de clientes. Mas depois um peixe gigantesco vai destruir Limsa Lominsa e é sua obrigação pescá-lo para salvar a cidade. O peixe, claro, é imenso, e só o que o viram vão acreditar na história.

Pesca é paz.

Vejam bem, eu falei de bastante coisa que aconteceu nesse patch, mas ainda a sensação que tenho é de enrolação na história. Durantes as expansões 2.1 – A Realm Awoken e 2.2 – Through The Maelstrom, as histórias foram maçantes e as introduções e gameplay bem ruins, e neste patch a história foi bem melhor, mas ainda pouco empolgante.

Ansioso para o próximo patch!

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