Ratchet & Clank (2016), da Insomniac Games

Por que eu fui jogar Ratchet & Clank?

Eu sempre admirei a franquia Ratchet & Clank porque sempre me pareceu aqueles joguinhos “fáceis, com dificuldade sutil e que dá gostosas risadas”. Mas eu confesso que nunca joguei nada da franquia, ficando apenas na admiração.

Porém, como sou assinante da Playstation Plus, eu recebi o jogo gratuitamente em Março de 2021 no plano Play At Home. O objetivo deste plano era estimular os jogadores a permanecerem em casa durante a pandemia da Covid-19. Em março de 2021 ainda era o momento em que as vacinas estavam sendo produzidas, então permanecer em isolamento era essencial. E a Sony ofereceu este jogo.

Assim como a maioria dos jogos, eu deixei ele salvo na minha conta para “um dia jogar”. Pois o dia chegou! Estava querendo passar o tempo com algum jogo “infantil”, desses fáceis e sem muito compromisso, e resolvi baixar o jogo para testar.

E não é que eu gostei?


Primeiro: o jogo (lançado em 2016), é um remake do primeiro jogo de 2002

A primeira coisa que eu descobri é que este jogo é um remake do primeiro jogo da franquia, lançado lá em 2002 no Playstation 2. E quando fui ver as comparações entre os dois jogos, fiquei surpreso com o salto de qualidade. Claro, é covardia comparar a potência de um play2 com um play4, mas veja a abaixo a diferença!

O jogo é idêntico em termos de história, mas o gráfico e gameplay são únicos.

Mesmo vendo as gameplays da versão de Play2, dá pra já imaginar o quanto o jogo era bem feito na época. Eles realmente apostaram em uma franquia de qualidade e sucesso, e um dos carros-chefe dos consoles da Sony.

Eles até fazem piada com esta questão. No planeta Novalis, após terem a nave consertada, o mecânico diz: “Até o próximo reboot!”

Eu achei isso de uma genialidade incrível!

Segundo: esse jogo é na verdade a versão de um filme que já era remake do primeiro jogo

Parece confuso, mas na linha do tempo faz sentido:

  • o jogo original foi lançado em 2002, para Playstation 2
  • fizeram um filme em CGI da história do primeiro jogo, em 2016
  • lançaram o remake do jogo original, que é uma “continuação do filme”, em 2016 também.

Essa história acontece até porque este jogo é contado do ponto de vista do Quark, que está preso. E o seu ouvinte, outro criminoso, conhece a história pelo filme. Mas para entender isso direito, vamos ao enredo do jogo.

A história do jogo

Ratchet & Clank é contado pela perspectiva do Capitão Quark, que segue a mesma estrutura de presença na rrativa pelo jogo assim como no filme, mas mais elaborado. O que é legal é que é a história original lá do primeiro jogo (lançamdo em 2002), mas existem várias referências e elementos que apareceram na série, dando vários easter eggs para quem é fã da série. Eu, infelizmente, não peguei nenhum por não ter jogado antes, mas se pesquisar um pouco nos fóruns as pessoas surtam com as lembranças.

A história é super simples e divertida de entender: a galáxia é dominada pela Drek Industries, uma corporação que cria robôs de guerra sob a responsabilidade de um cientista chamado Dr. Nefarious e vai invadindo planetas. E cabe ao Ratchet e também ao Clank salvar a galáxia deste maluco.

O vilão é bem vilão mesmo. Achei a caracterização muito bem feita.

Os planetas que visitamos são absurdamente lindos e incríveis

Se tem uma coisa que me deixou estupefado neste jogo é com os planetas que visitamos. Sério, toda vez que eu entra em um planeta novo eu ficava maravilhado com tudo que via. Todos os novos inimigos, as novas missões, as explorações, os cenários, os planos de fundo, os mapas, tudo.

Planeta Veldin

Veldin é onde você inicia o jogo. Este mundo é bem pequeno, mas para quem começa o jogo, já o acha grande. E como ele tem uma história prolongada, tem uma dinâmica de dia/noite para mostrar a passagem do tempo.

Planeta Novalis

Novalis é o primeiro planeta que a gente visita, e ele está tendo uma invasão de inimigos. Neste planeta a gente já consegue perceber a grandiosidade dos mapas e a quantidade de inimigos no mapa ao mesmo tempo. Mas ele também é pequeno.

Planeta Aridia

Aridia é hilário, principalmente por ter um Youtuber/Tiktoker jovem precisando de ajuda e empresar o skate flutuante dele para corridas. E este mundo já tem ramificação de mapas e caminhos, além de ser mais complexo e desenvolvido. É bem escuro, mas como isso contribui para o clima industrial, não me incomodou tanto.

Planeta Kerwan

Foi em Kerwan que eu fiquei apaixonado pelos cenários do jogo. Em vários momentos eu deixei o controle do videogame no colo e fiquei admirando o planeta e tudo que acontecia ao mesmo tempo. Os cenários onde eu interagia era lindo; os carros voando em um trânsito aéreo me deixava de boca aberta, as luzes e tudo que podia destruir tornava tudo vivo demais.

E uma menção honrosa à parte do trem, em que a gente precisa percorrer todo o trem em movimento andando pela cidade para desativar uma bomba que explodiria tudo. Nessa cena a cidade inteira, que está vida em sua atividade cotidiana, está toda em movimento. É muita adrenalina!

Planeta Gaspar

Gaspar é o maior planeta em que a gente joga, e isso não apenas na horizontal, como também na vertical. Ganhamos uma mochila com foguetes e conseguimos explorar todas as torres grandes e inimigos enormes. E além disso, este muito tem muitos itens secretos para descobrir e também pequenas missões para se fazer. Sério, é grande demais.

Planeta Pokitaru

Pokitaru é um dos mais bonitos que achei, mesmo sendo muito pequeno. Maas é que a gente tem toda uma exploração subaquática, o que torna o planeta muito mais interessante. Mesmo com essa questão de “cidade de férias” (como um barzinho com personagens do jogo se divertindo), o planeta garante uma jogabilidade bastante interativa com o mundo.

Planeta Rilgar

Rilgar é uma metrópole que exploramos pouco na superfície e muito mais nos encanamentos e subterrâneo. Mas é nessa cidade que desbloqueamos as corridas pela primeira vez. O Ratchet usa o skate flutuante que ganhou e participa das competições. A gameplay em si é um pouco dura, mas mesmo assim oferece uma diversão diferenciada do que o resto do jogo oferece.

“Planeta” Nebula

Foi em Nebula que tive a oportunidade de jogar só com o Clank pela primeira vez (exceto no tutorial do jogo, claro). E é incrível o quanto é diferente jogar com ele em relação ao Ratchet, pois é necessário estratégia e pensar bastante para interagir com os inimigos e robôs, criando caminhos e soluções.

Nebula não é bem um planeta, mas sim uma espaçonave gigante. Tanto que é nela que pegamos upgrades para o Ratchet e também novas armas. Mesmo sendo pequeno ainda é bem legal.

Planeta Batalia

Incrível e difícil, é assim que descrevo este planeta. Tem uma batalha acontecendo nele então o céu é cheio de naves atirando em si. Mas não é uma nave ou outra aleatória, são dezenas de naves em combate ao mesmo tempo. E além disso você jogar em um combate com vários exércitos no solo. Eu não me lembro de enfrentar tanto inimigo junto em outro planeta como em Batalia.

Este planeta merece duas menções honrosas: se escorregar pelos canos como em uma montanha-russa (a câmera ajuda e muito na emoção que dá) e no chefão, que pegamos uma arma para derrubar aeronaves no tiro, cessando a guerra. Eu achei bem difícil, mas ainda sim é gratificante.

Planeta Kalebo III

Kalebo III é onde os robôs e as armas químicas do inimigo são criadas, além de terem vários testes para completar e armas para serem coletadas. Aqui não tem muita história, e a minha lembrança é de que é um planeta “muito difícil”. De fato, tem muitos inimigos e sempre é necessária uma estratégia diferente para cada momento de combate.

Planeta Quartu

É no Quartu que fica a fábrica de robôs e o QG do inimigo. Ele é inteiro dentro da fábrica (só o comecinho que é fora, mostrando a poluição do planeta). Ele de fato tem muitos robôs e uma boa parte da jogabilidade é feita só com o Clank, então dá um dinamismo para a estratégia. É bem legal e bem difícil.

Deplanetizer

A última parte do jogo é no Deplanetizer, que é a arma que o vilão do jogo utiliza para destruir planetas. Ela é enorme e bastante difícil, com inimigos bem armados e quebra-cabeças dignos de uma última fase.

Falando em armas…

Um grandíssimo arsenal possibilita uma infinidade de combos e estratégias únicas

Um dos pontos mais altos da gameplay do Ratchet & Clank é o arsenal que ele carrega (e, pelo que percebi, isso se estende para todos os jogos). O jogo tem um total de 14 diferentes armas para combater os inimigos. É muita arma.

O que eu mais gostei na gameplay é que as armas são muito diferentes umas das outras. Elas são tão diferentes que tornam as estratégias para se enfrentar os inimigos as mais absurdas e aleatórias possíveis, e isso é um ponto muito positivo para o jogo.

Digo isso porque tem armas de tiro normal, uma luminárias de discoteca que faz os inimigos dançarem, robôs que lutam com você, pixelador, lança-mísseis… Como disse, cada arma é muito diferente das outras, e evoluí-las é algo prazeroso e divertido.

Este é o anel em que escolhemos rapidamente a arma para jogar com ela.

Sim, as armas tem níveis. E cada nível da arma desbloqueia mais capacidade de munição, mais dado, mais alcance e até novos tipos de tiros por segundo. E o sistema de evolução é um painel que você escolhe o que quer evoluir. Percebe o quanto é legal você customizar cada arma do jeito que quiser? O leque de possibilidades só aumenta, deixando a jogabilidade ainda mais interessante.

O sistema de evolução das armas é simples, fácil e estimulante.

Planetas são grandes corredores

Esta é uma das únicas reclamações que tenho do jogo. Apesar dos planetas serem imensos, as explorações deles são ‘lineares’, e a gente anda imensos corredores, como no mapa abaixo:

Um monte de corredor na prática. Na teoria, um planeta imenso que não dá para explorar.

Essa limitação faz todo o sentido pensando que este jogo foi feito em 2002 para Playstation 2 e também a total exploração deixaria o jogo absurdamente grande, além de perder todo o foco da narrativa e objetivo de diversão, mas mesmo assim fiquei com a sensação de querer explorar mais e não conseguir. Queria ter mais áreas abertas para explorar na horizontal e vertical, assim como no planeta Gaspar.

Nota? 10/10

Gostei do jogo? Sim, muito! Aconteceu uma coisa neste jogo que não havia acontecido a muito tempo: eu me diverti. Eu sorria a cada mundo novo que entrava, gargalhava a cada piada que soltavam… Eu me sentir naquela felicidade infantil de pouco esforço para muita felicidade, entende?

Recomendo jogá-lo? Sim. É um jogo de violência animada e com uma dificuldade fácil, então é ótimo para crianças e para quem quer se divertir com lindos gráficos entre um jogo pesado e outro. Eu fiz questão de platiná-lo!

Este jogo fiz questão de platinar com orgulho!

Que delícia foi pegar um jogo às cegas e adorar ter jogado. Claro, eu já sabia que ele era bom por conhecer a franquia de sucesso, então não era um tiro no escuro, mas mesmo assim ter aprendido tudo aquilo, pela primeira vez, foi muito gratificante. Os personagens são muito carismáticos, a dublagem é incrível, a gameplay é diversificada e os mundos são… Bem, de outro mundo!

Eu fiquei feliz em jogar, que é uma coisa que não acontecia a muito tempo. Eu sorria ao jogar, me divertia genuinamente!

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